quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A história da minha Vida - parte VI

A carta enviada por mim datava de Fevereiro de 2006, mas só passado 1 mês é que recebo uma carta da Câmara a acusar a recepção da minha carta e a informara que de momento não podiam fazer nada, mas que a situação haveria ficado registada no Observatorio.



Mais uma vez só me restava esperar...
Enquanto isso o meu marido continuava a viver na rua, eu na casa dos meus pais, mas a Câmara de Oeiras continuava a atribuir casas a quem não precisava.
Passado algum tempo após a recepção desta carta, voltei a ir à Divisão de habitação da Câmara de Oeiras, mas as respostas eram sempre as mesmas: "Ou não tinham casas, ou já tinha passado a idade para o Concurso, ou não tinham registo da minha situação...", a lenga-lenga do costume.
Face ao exposto, e uma vez informarem na carta que a situação estava registad em Observatorio, o meu marido resolveu expor a situação no dito Observatorio. Deslocou-se á Camara de Oeiras, e foi á sessão do Observatorio. Teve que assinar uma acta (para comprovar que tinha estado na sessão) e entregar mais uma carta em mão dirigida ao Sr. presidente da camara, porque já que as cartas enviadas anteriormente, diziam sempre desconhecer a recepção de alguma carta.Nesta sessão deveria estar presente o presidente da camara (que por acaso não estava), vereadores, e os municipes a exporem publicamente e aos olhos de todos as situações que estavam a viver.
Assim foi, o meu marido expos a nossa situação e recebeu de resposta que haviam casos piores que o nosso e que não haviam habitações vagas para atribuir... Quer dizer, uma pessoa expõe-se assim aos olhos de todos, e recebe uma resposta destas????
Deviam estar a gozar, não? Já não basta a situação ser embaraçosa, pelo simples facto de expormos a nossa vida privada, aos olhos de pessoas que não conhecemos de lado nenhum, e ainda recebemos uma resposta destas!!! Pois é, estava mais que visto que as coisas que se dizia da Camara de Oeiras estavam mais que certas. Queres ajuda da Camara? Ou mudas de cor/etnia, ou tens uma data de filhos ou então pões-te a cometer actos violentos (roubar, maltratar, etc...)
Enfim, o desalento era tal, que a vontade de viver cada vez era menor....

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