...Com o meu desemprego e a instabilidade do emprego do meu marido, a nossa continuidade na casa de porteira que tinhamos alugado estava dificil de manter. Eu não conseguia arranjar trabalho, e o meu marido ia fazendo uns trabalhos que iam aparecendo. Toda esta situação levou a que o meu marido entra-se em depressão.
Só conseguimos ficar nessa casa mais ou menos 1 ano. O fim da minha felicidade estava á vista. Sem ajudas de lado nenhum, sem respostas da camara, sem nada, tivemos que nos separar. Tivemos que nos desfazer de todas as coisas que com tanto sacrificio tinhamos adquirido (mobilias, electodomesticos) para poder pagar a renda, e as despesas escolares do meu filho. Eu tive que ir viver para casa da minha mãe e o meu marido deixou de fazer voluntariado nos bombeiros. E depois de termos decidido que eu ia viver para a casa da minha mãe, mesmo sem ter condições, mas podia ajudar o meu filho na escola, que sempre foi um bom aluno. Uma vez que a relação entre os meus pais e o meu marido não eram as melhores, e devido á depressão, ele achou que conseguia viver na rua (em obras, carros, garagens, etc.). Foi um momento da minha vida muito dificil. O meu desespero era tremendo. Já imaginaram terem que se separar da pessoa que amam, porque não têm onde viver, porque simplesmente a camara de oeiras diz que não têm casas para atribuir.....
A minha cabeça andava a mil, não sabia o que fazer!
Resolvi deslocar-me pessoalmente á Divisão de habitação da Camara de Oeiras, e o que me disseram é que não tinham conhecimento da minha situação! Como é que era possivel??? Que os concursos já tinham terminado e que não havia habitações para atribuir. Alguem me sabe responder como é possivel uma Instituição Publica perder processos? Processos esses que podem por em causa a felicidade das pessoas, alem da harmonia em familia? Então onde é que estavam as cartas que tinhamos enviado? Perdem-se???
As coisas não estavam faceis. Tudo isto estava a dar cabo da cabeça dele...
Parabens!
ResponderEliminarAcho bem que estas situações sejam divulgadas!