quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pink - Dear Mr. President

Esta musica é dedicada ao Sr. Presidente da Câmara de Oeiras Sr. Isaltino Morais e ao Sr. Presidente da Republica Sr. Aníbal Cavaco Silva


Querido Sr. Presidente

Querido Sr. Presidente
Venha dar uma volta comigo
Vamos fingir que somos apenas duas pessoas e
Você não é melhor do que eu
Eu gostaria de fazer-lhe algumas perguntas se pudermos conversar honestamente

O que você sente quando vê tantos sem-abrigos nas ruas?
Por quem você reza a noite antes de dormir?
O que você sente quando se olha no espelho?
Você está orgulhoso?

Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem a chance de dizer adeus?
Como você anda com a sua cabeça erguida?
Você pode pelo menos me olhar nos olhos
E me dizer como?

Querido Sr. Presidente
Você era um homem sozinho?
Você é um homem solitário?
Como você pode dizer
Que nenhuma criança é deixada para trás?
Nós não somos bobos e não somos cegos.
Eles estão todos sentados em suas celas
Enquanto você abre o caminho para o inferno

Que tipo de pai tiraria os direitos da própria filha fora?
E que tipo de pai poderia odiar a própria filha se ela fosse gay?
Eu só posso imaginar o que a primeira-dama tem a dizer
Você já percorreu um longo caminho de uísque e cocaína.

Como você dorme enquanto o resto de nós chora?
Como você sonha quando uma mãe não tem nenhuma chance de dizer adeus?
Como você anda com a cabeça erguida?
Você pode pelo menos me olhar nos olhos?

Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Salário minimo com um bebê a caminho
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Reconstruir sua casa depois que as bombas a levaram embora
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro:
Construir uma cama com caixas de papelão
Deixe-me te dizer sobre trabalho duro
Trabalho duro
Trabalho duro
Você não sabe nada sobre trabalho duro
Trabalho duro
Trabalho duro
Oh

Como você dorme a noite?
Como você anda com a cabeça erguida?
Querido Sr. Presidente
Você nunca daria uma volta comigo...
Daria?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Em suma....

Face a toda esta minha historia, posso concluir que a corrupção existe e continuará a existir.... é o pais que temos. Enquanto não se fizer alguma coisa contra a corrupção, vão sempre existir as pessoas beneficiadas (que na realidade não precisam) e os que precisam serão sempre postos de parte.... Foi o que me aconteceu a mim...
Da historia da minha vida, posso concluir que hoje em dia ninguem ajuda ninguem. Todos dizem que vão ajudar, masna realidade so têm interesses nisto tudo. Lembro-me de até para a SIC ter enviado uma carta, mas nem sequer quiseram saber do meu caso. A Direcção geral das Autarquias apenas estavam interessados que testemunha-se contra o Sr. Isaltino Morais, ajuda que é bom é mentira!!!
Enfim, as televisões lutam pelas audiencias e as entidades estatais lutam para limpar a imagem.

domingo, 19 de dezembro de 2010

A história da minha Vida - parte XI

Hoje, a situação continua na mesma....
Sem respostas da Camara, a viver com os meus pais e o meu marido a viver na rua....
Como é que é possivel ao fim de 10 anos (e não 6 como a camara alegadamente diz) a situação estar na mesma???
Em Julho deste ano, tive que entregar novamente os documentos, voltei a ir diversas vezes á divisão de habitação da camara de oeiras, mas as respostas são as mesmas de sempre: não temos casas, tem que esperar, há casos piores que o seu, etc.. blablabla...

Um dos casos veio a publico no jornal de regiões, que eu achei até bastante engraçado (e que me desculpem o sarcasmo), dizia que a camara tinha atribuido varias casas, uma delas a uma rapariga (africana) que tem os mesmos rendimentos que eu... Então e eu? Fui esquecida??? Mais uma vez??


Noticia Jornal das regiões Oeiras, edição 241 do dia 28/10/2010

Face a isto, eu hoje encontro-me também com uma depressão, e fiquei sem condiçoes para trabalhar, e despedi-me. Fartos de sofrer e cansados de viver nestas condições, sem que ninguem nos desse qualquer tipo de resposta, achamos por bem nos divorciar-mos, uma vez que já não valia a pena continuar nesta situação. Eu estou a pensar emigrar, uma vez que o meu filho, já com 16 anos, continua a ser um excelente aluno e merece um futuro melhor. Sim, porque também ele já se apercebe de muita coisa que se passa neste país e em especial na camara municipal de Oeiras.
Quanto agora ao meu ex-marido, vai continuar a viver na rua. Pelo que vejo na televisão, este é o ano Europeu do Combate á Pobreza e Exclusão Social. Só nos ultimos 2 meses é que andam a fazer este tipo de propaganda (mas estão o ano não começou em Janeiro?) e quando vejo os politicos, tais como o sr. Cavaco Silva, a apregoar os pseudo-roteiros que fez e que continua a defender, os ditos roteiros para a inclusão social, não sei se hei-de rir ou se hei-de chorar!!!

Alguem me sabe dizer do que é que ele está a falar?

A conclusão destes 13 anos de casada, é que continua a haver corrupção em Portugal e há-de sempre haver! E como é que os estrangeiros têm mais direitos de cidadania que os Portugueses??? Será que é para não ficarmos mal vistos aos olhos dos outros países da Europa (isto, países desenvolvidos)??

A história da minha Vida - parte X

Entretanto, mesmo a viver na rua, mas com a esperança de poder vir a fazer alguma coisa que lhe ocupa-se o coração, algo que gostasse, mais uma vez com a ajuda e insistencia de pessoas amigas,hoje paraticamente quase todos emigrados, o meu marido resolveu inscrever-se nas Novas Oportunidades. Queria desenvolver algo, nas area das Belas-Artes,tudo aconselhado por um amigo de infancia, que hoje é doutor residente em carnaxide, e infelizmente também teve que emigrar.
A força que ele tinha vinha dessas pessoas amigas que lhe davam algum alento e coragem para conseguir ir ás aulas.
Conseguiu realizar alguns trabalhos, mas quando chegou a parte da Cidadania e Empregabilidade, teve alguma dificuldade por nunca ter entendido as injustiças porque passou. Aconselharam-no a copiar uns textos disponiblizados na internet sobre esse tema, mas como sabia que daquela maneira não estava a ser verdadeiro, recusou-se a fazê-lo tal como lhe tinham dito, porque as duvidas eram muitas.
Então, com a ajuda do doutor tentou pesquisar na internet e em bibliotecas o significado de Cidadania. A unica coisa que conseguiu perceber foi a carta internacional dos direitos do homem, em que esses direitos cá em Portugal são simples normas programáticas - não têm qualquer valor legislativo.
Sem encontrar respostas á pergunta, que condizem-se com a condição social em que se encontrava, mais uma vez enviou uma carta  ao sr. presidente da republica (Anibal Cavaco Silva) uma vez que este senhor andou a fazer um dito roteiro para combater a exclusão social, e para a bancada parlamentar do PS (governo em exercicio) a pedir esclarecimentos para a sua condição social.
Desta vez, o sr. David Justino deve ter ficado chateado com a pergunta, visto que nem se dignou a mandar a resposta por carta, e enviou-a por email.
O pedido de esclarecimento

A resposta


Ora com uma resposta destas, que raio é que o sr, Anibal Cavaco Silva quereria dizer com os supostos Roteiros de Combate à Exclusão Social???? Isto até nem eu percebo!!!
Então se não é do ambito do Presidente da Republica, de quem será?? Sim, porque a bancada parlamentar do PS nem se dignou a responder. Já o meu marido nunca chegou a enviar nenhuma carta para os governos de oposição  por aconselhamento da pessoa que o ajudou a escrever, para não criar polémicas (será que valia a pena?)
E visto ter ficado sem resposta, desistiu das Novas Oportunidades, quase ao mesmo tempo que as pessoas que o ajudaram tiveram que emigrar.
E lá continuou ele na rua, mas desta vez, com um sentimento de revolta ainda maior,...

A história da minha Vida - parte IX

Passado mais ou menos um mês, qual é o meu espanto quando a minha mãe me diz que tinha sido atribuida uma casa á filha da vizinha... Fiquei passada e achei muito estranho ninguem da camara me contactar.
Nesse mesmo dia tentei ligar logo para a divisão de habitação da camara de Oeiras para saber o que é que se passava, mas sem sucesso.
No dia a seguir, pus-me a caminho. Cheguei lá, mandaram-me aguardar, e quando me chamaram com a resposta que me deram, só me apetecia partir tudo e bater em todos. A resposta que me deram foi:
- A senhora tem muitos rendimentos, como tal pode alugar uma casa.
Como é que isto é possivel?? Eu tinha muitos rendimentos? A trabalhar para uma empresa de trabalho temporario? Quer-se dizer a filha da vizinha da minha mae que tinha um bom emprego e estavel, assim como o marido, a mãe é proprietaria e ela ainda tem carro e carta, é-lhe dada casa, eu que não tenho nada e os meus pais não são proprietarios, dizem que tenho muitos rendimentos!!! Alguem me pode explicar o que é que passou aqui! Depois disto, já tinha resposta para as questões antigas, quanto ás cunhas para atribuição de casas na camara municipal de Oeiras. Sim, porque eu já sabia que havia muita gente que tinha comprado casa propria fora do concelho de Oeiras, e que ao mesmo tempo tinham concorrido para estas habitações, e que tinham conseguido casa em Oeiras. As minhas duvidas quanto á atribuição de casas sociais em Oerias, estavam dissipadas. Ora se eram pessoas que podiam comprar casa no privado e eu nunca consegui, não sei que raio de avaliação é que fizeram. Será que é por ser portuguesa (branca)? Atenção que com esta minha observação não estou a fazer nenhum comentario racista, mas as pessoas que eu conheço e que estão na mesma situação que eu, o que têm em comum comigo é o facto de serem portuguesas.
Face ao exposto, a revolta do meu marido era tão grande, que com a ajuda de alguns amigos resolveu pedir ajuda internacional, junto de varias entidades estrangeiras (Unesco, Humans Right Watch, AMI, etc.), que a unica entidade que pareceu interessada foi a Humans Right Watch.



A história da minha Vida - parte VIII

Não sei se foi das cartas enviadas para a presidencia da republica ou para a camara, mas em Outubro de 2006 (7 meses depois da minha carta enviada) é que recebo uma notificação da camara de Oeiras a informar que as tecnicas sociais iriam a casa da minha mãe verificar as condiçoes em que vivia.
Nunca percebi e continuo sem perceber o tipo de avaliações que fazem, visto a casa da minha mãe apenas ter 2 quartos (1 dormiam os meus pais no outro o meu filho), sala cozinha e WC. Vivem numa casa alugada e mal podem pagar a renda, visto a minha mãe não ter condiçoes para trabalhar, e o meu pai apesar de estar reformado ter que trabalhar para poder sustentar a casa. Eu tinha que dormir num sofa, de forma a que o meu filho pudesse trazer os colegas da escola para estudarem, fazerem trabalhos de grupo, etc.Como sempre foi bom aluno, acho que tem esse direito e era o minimo que eu podia fazer. Preferia ser eu a passar mal do que ele. Acho que tem esse direito, para não ser discriminado.
As pseudo-tecnicas lá vieram, viram a casa, eu expliquei-lhes que o meu marido estava a viver na rua, porque preferia que o meu filho pudesse ter um quarto só para ele, e visto que ele também tem uma filha, e era o que ele gostava que fizessem também pela filha. As pseudo-tecnicas deram-me alguma esperança, uma vez que disseram que para o processo seguir, bastava ir ás finanças buscar as declarações (minha e do meu marido) em como não tinhamos bens e depois entregar na divisão de habitação da Camara de Oeiras.
Assim fiz, corri contra tudo e contra todos de forma a que não demorasse muito tempo a tratar dos documentos, e no mesmo dia fui ás finanças buscar as declarações.
No dia seguinte logo pela manhã, fui á divisão de habitação da camara de Oeiras entregar os documentos.
Ficou tudo entregue e mandaram-me aguardar um contacto.....
Uma coisa que reparei, é que no dia em que fui ás finanças buscar as declarações, vi lá a filha de uma vizinha da minha mãe a solicitar os mesmos papeis do que eu.... Fiquei com a pulga atras da orelha...hummm...
E não é que descobri que ela também se tinha candidatado a uma casa da camara... estavamos era em situações muito diferentes. A casa da mãe dela é da propria (logo têm mais rendimentos que os meus pais), alem de viverem sozinhos numa casa com 3 quartos, logo, podiam viver em muito melhores condições do que eu - que tinha que estar separada do meu marido e a dormir num sofá.... O marido e ela são funcionarios publico, com um bom carro á porta .... eu trabalhava para uma empresa de trabalho temporario e nem carta de condução ou carro eu tenho...

A história da minha Vida - parte VII

As noticias continuavam a zero....
Noticias da camara á carta por mim enviada, é mentira, e muito menos ao caso exposto pelo meu marido e á vergonha por ele passada....
As noticias que ia tendo dele eram muitas poucas....
Há um dia que me telefona e diz que tinha resolvido ir até ás ultimas instancias....
Tinha enviado uma carta a contar a nossa situação ao Sr. Presidente da Repubica, que na altura era o Dr. Jorge Sampaio. Tinha que ter respostas ao nosso caso. Mas até para isso teve que dar uma morada de pessoas amigas, para poder receber resposta. Sim, porque um sem abrigo não tem morada. Não é como no arquivo de identificação de Lisboa, quando o meu marido se dirigiu para tratar do Bilhete de Identidade, as senhoras quiseram que ele dé-se uma morada á força. Que para poder tratar do mesmo, teve que dar uma morada que não é a dele, para poder ter um Bilhete de Identidade. Como é que um sem abrigo tem morada?? Alguem me sabe responder!!! Pois é, acho que ninguem..... Como é que é suposto um sem abrigo poder exercer os direitos de cidadania?? Se é que os tem!!!
Enfim, aqui fica a resposta do acessor para os assuntos sociais da presidencia da republica, Sr. David Justino, que mais tarde vim a descobrir,que já havia sido acessor para os assuntos sociais na Câmara Municipal de Oeiras... Coincidência, não acham??? O destinatario e a morada da carta encontra-se rasurado de forma a não virem a discriminar ninguem.
Segundo a resposta que o sr. David Justino deu, é que entrou em contacto com a camara municpal e lá alegadamente lhe disseram que a camara municipal de Oeiras não tinha conhecimento da nossa situação. Ora como é que isso pode ser verdade depois das carta que eu escrevi, e uma que o meu marido escreveu em frente a uma funcionaria a informar da situação, e outra entregue em mão, e com a assinatura do meu marido, na acta de presença na sessão de observatorio antes de ter mandado a carta para os assuntos sociais da casa da Presidencia da republica. Ora quem é que está a mentir?? A Camara Municipal ou o Sr. David Justino. A mim cheira-me a corrupção. E só não vê quem não quer!!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A história da minha Vida - parte VI

A carta enviada por mim datava de Fevereiro de 2006, mas só passado 1 mês é que recebo uma carta da Câmara a acusar a recepção da minha carta e a informara que de momento não podiam fazer nada, mas que a situação haveria ficado registada no Observatorio.



Mais uma vez só me restava esperar...
Enquanto isso o meu marido continuava a viver na rua, eu na casa dos meus pais, mas a Câmara de Oeiras continuava a atribuir casas a quem não precisava.
Passado algum tempo após a recepção desta carta, voltei a ir à Divisão de habitação da Câmara de Oeiras, mas as respostas eram sempre as mesmas: "Ou não tinham casas, ou já tinha passado a idade para o Concurso, ou não tinham registo da minha situação...", a lenga-lenga do costume.
Face ao exposto, e uma vez informarem na carta que a situação estava registad em Observatorio, o meu marido resolveu expor a situação no dito Observatorio. Deslocou-se á Camara de Oeiras, e foi á sessão do Observatorio. Teve que assinar uma acta (para comprovar que tinha estado na sessão) e entregar mais uma carta em mão dirigida ao Sr. presidente da camara, porque já que as cartas enviadas anteriormente, diziam sempre desconhecer a recepção de alguma carta.Nesta sessão deveria estar presente o presidente da camara (que por acaso não estava), vereadores, e os municipes a exporem publicamente e aos olhos de todos as situações que estavam a viver.
Assim foi, o meu marido expos a nossa situação e recebeu de resposta que haviam casos piores que o nosso e que não haviam habitações vagas para atribuir... Quer dizer, uma pessoa expõe-se assim aos olhos de todos, e recebe uma resposta destas????
Deviam estar a gozar, não? Já não basta a situação ser embaraçosa, pelo simples facto de expormos a nossa vida privada, aos olhos de pessoas que não conhecemos de lado nenhum, e ainda recebemos uma resposta destas!!! Pois é, estava mais que visto que as coisas que se dizia da Camara de Oeiras estavam mais que certas. Queres ajuda da Camara? Ou mudas de cor/etnia, ou tens uma data de filhos ou então pões-te a cometer actos violentos (roubar, maltratar, etc...)
Enfim, o desalento era tal, que a vontade de viver cada vez era menor....

A história da minha Vida - parte V

Com a falta de respostas da camara, com o meu marido a viver na rua e com a falta de noticias dele, resolvi enviar uma carta para a Vereadora da Habitação da Câmara Municipal de Oeiras.




Deixo aqui o registo da mesma, de forma a tirarem as vossas ilações....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

A história da minha Vida - parte IV

...Com o meu desemprego e a instabilidade do emprego do meu marido, a nossa continuidade na casa de porteira que tinhamos alugado estava dificil de manter. Eu não conseguia arranjar trabalho, e o meu marido ia fazendo uns trabalhos que iam aparecendo. Toda esta situação levou a que o meu marido entra-se em depressão.
Só conseguimos ficar nessa casa mais ou menos 1 ano. O fim da minha felicidade estava á vista. Sem ajudas de lado nenhum, sem respostas da camara, sem nada, tivemos que nos separar. Tivemos que nos desfazer de todas as coisas que com tanto sacrificio tinhamos adquirido (mobilias, electodomesticos) para poder pagar a renda, e as despesas escolares do meu filho. Eu tive que ir viver para casa da minha mãe e o meu marido deixou de fazer voluntariado nos bombeiros. E depois de termos decidido que eu ia viver para a casa da minha mãe, mesmo sem ter condições, mas podia ajudar o meu filho na escola, que sempre foi um bom aluno. Uma vez que a relação entre os meus pais e o meu marido não eram as melhores, e devido á depressão, ele achou que conseguia viver na rua (em obras, carros, garagens, etc.). Foi um momento da minha vida muito dificil. O meu desespero era tremendo. Já imaginaram terem que se separar da pessoa que amam, porque não têm onde viver, porque simplesmente a camara de oeiras diz que não têm casas para atribuir.....
A minha cabeça andava a mil, não sabia o que fazer!
Resolvi deslocar-me pessoalmente á Divisão de habitação da Camara de Oeiras, e o que me disseram é que não tinham conhecimento da minha situação! Como é que era possivel??? Que os concursos já tinham terminado e que não havia habitações para atribuir. Alguem me sabe responder como é possivel uma Instituição Publica perder processos? Processos esses que podem por em causa a felicidade das pessoas, alem da harmonia em familia? Então onde é que estavam as cartas que tinhamos enviado? Perdem-se???
As coisas não estavam faceis. Tudo isto estava a dar cabo da cabeça dele...

A história da minha Vida - parte III

Assim foi, os 2 anos a trabalhar como porteira foram muito complicados, poque coincidiram com a entrada do meu filho na escola. Como já havia dito, a casa onde vivia não tinha condiçoes para o ter comigo, e por isso tinha que me deslocar todos os dias a casa da minha mãe. Precisava de o acompanhar nos estudos e no desenvolvimento do seu caracter.
Foi um periodo muito complicado, e sem frutos nenhuns.
Se alguem disse que trabalhar como porteira é pêra doce, esse alguem está enganado. Ouvir reclamações, tocarem-nos á porta fora de horas, estar dependente dos outros....uiiii....cheguei ao limite.
O meu cansaço e falta de disponibilidade para com a familia estavam a dar cabo de mim. Foi quando resolvemos alugar uma casa, uma vez que por parte da camara de Oeiras as coisas continuavam na mesma - zero de noticias.
Vimos um anuncio de uma casa de porteira um bocado maior para alugar em carnaxide, com uma renda de 400€, e achamos que até não era mau. Porque era mais proxima da casa da minha mãe e assim já podia estar mais tempo com o meu filho e ajudá-lo nos estudos. O problema é que eu ia ficar sem emprego mais uma vez e tinha que começar tudo de novo. O meu marido, também cansado da falta de apoio e de ver que os sacrificios que fazia em trabalhar 24 sobre 24 horas (na profissão que tinha e ainda fazia serviço de voluntariado nos bombeiros), não deram em nada (sim, porque nem comprar casa tinhamos conseguido), acabou por ser despedido. Teve que arranjar varios "biscates" para nos ir sustentando.
O cenario estava montado, o palco era a casa de porteira nova que tinhamos alugado, e os actores eram eu e o meu marido. A historia era como sobrevivermos sem trabalho, e com uma renda de casa para pagar?? Sim, porque até aqui fomos enganados - o anuncio dizia que a renda era 80 contos mas quando assinamos o contrato tinha escrito 95 contos.
Enfim, nos estavamos sem ajudas do estado e autarquia. Tinhamos que nos desenrascar para pagar a renda, mas a atribuição de habitações em Carnaxide continuava - que raiva!!!! Quando me diziam que varios fulanos tinham adquirido casa da camara eu ficava passada. Como era possivel!!! Eu que não tenho nada a camara de Oeiras não me ajuda, mas esse ou essa, que ate comprou casa á pouco tempo (muitas das vezes fora do concelho de Oeiras) a Camara de Oeiras atribui-lhes uma segunda casa!!! Como era possivel!!!! O que é que se estava a passar no CONCELHO DE OEIRAS!!!
Foi mais ou menos nesta altura que começou a nossa revolta, a nossa indignação, as respostas ás perguntas que ainda estão por dar!!!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A história da minha Vida - parte II

Estávamos no ano de 1999, já há um ano casados, e continuavamos na mesma situação.
Foi quando ouvimos que a Camara Municipal de Oeiras tinha aberto concurso publico para aquisição de habitação jovem. Pensámos que era a solução para nós e para a nossa familia. Hoje digo que pensámos mal.
Assim foi, preenchemos os documentos necessarios e dé-mos entrada do processo na Divisão de habitação da Camara de Oeiras.... ou melhor, julgavamos que tinhamos dado entrada.
Como também achavamos que viver na casa da sogra já estava a ultrapassar os nossos limites, uma vez que não estavamos muitas das vezes á vontade, resolvemos procurar casa para alugar. Ora bem, toda a gente que conhece Carnaxide, sabe perfeitamente que o valor dos imoveis são carissimos. Mais um entrave para a nossa felicidade.
Foi atraves de uma pessoa amiga, que descobrimos que existia um predio em carnaxide que estavam a procurar uma Porteira, e que uma das condições era ter a casa para habitar.
Após ponderarmos bastante, resolvi concorrer. Era uma solução provisoria para os nossos problemas.
Despedi-me do emprego que tinha (balconista) e fui selecionada para Porteira. Mais um desafio para mim.
A casa era pequena, apenas tinha uma assoalhada que tivemos que dividir para fazer uma sala e um quarto. E mais uma vez os nossos filhos não podiam vir viver para ao pé de nós:((.
Vivemos lá 2 anos, e até nos bombeiros voluntarios de Carnaxide nos inscrevemos, de forma a podermos ajudar a comunidade, e quem sabe em troca, estarmos mais perto de pessoas que tivessem alguma influencia junto da Camara municipal de Oeiras, uma vez que as noticias estavam escassas... Durante este periodo nunca tivemos resposta da Camara. Nenhuma carta, nenhum telefonema, nada... mas o que é certo é que já nessa altura ouviamos dizer que a camara de oeiras estava a atribuir habitações..... aos outros porque a nós é mentira.

DIANA ROSS LIVE - IF WE HOLD ON TOGETHER

A história da minha Vida - parte I

A minha história começa a 7 de Fevereiro de 1998 com o meu casamento.
Eu com um filho de 3 (fruto de uma relação anterior) e o meu marido com uma filha de 2 (também fruto de uma relação anterior). Mas estavamos apaixonados e isso era o mais importante. Por isso, resolvemos casar.
Na altura, tentámos comprar casa, mas sem sucesso. Todas as portas foram fechadas. Eu e o meu marido estavamos efectivos, tinhamos condições para adquirir uma casa, mas infelizmente não conseguimos arranjar fiadores. Todas as pessoas com quem falámos, especialmente familia, bateram-mos com a porta na cara. Desilusão - foi o estado de espirito com que ficámos. Já casados, e sem ter para onde ir viver, a unica opção foi ir para casa da minha sogra. Também porque foi a unica pessoa que se disponibilizou a ajudar-nos. A casa como não era muito grande, o meu filho ficou com os meus pais (também porque na altura era com eles que ele estava a ser criado) e a filha do meu marido ficou com a mãe (que tinha o poder paternal). E assim foi, um inicio de casamento um tanto ao quanto atribulado. Sozinhos, separados dos filhos e a viver num "quarto". O que será que nos ia reservar mais???

A história da minha Vida

Pois é, resolvi entrar no mundo dos blogs, de forma a divulgar a minha indignação, injustiças, duvidas e quem sabe receber em troca algumas respostas, ao que se tem passado no Concelho de Oeiras de há 13 anos a esta data.....
Com o que vou divulgar espero contar com a compreensão de todos, que com respostas que ainda hoje se encontram por responder....
Aguardem mais noticias....